O mês de março é marcado pela campanha Março Azul, dedicada à conscientização e prevenção do câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. A iniciativa busca alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, já que muitos casos da doença evoluem de forma silenciosa.
Por ano, mais de 50 mil brasileiros recebem o diagnóstico de câncer de intestino, sendo que cerca de 20 mil mortes são registradas anualmente no país. Trata-se de uma das doenças mais letais entre os tipos de câncer, afetando principalmente homens e mulheres a partir dos 45 anos de idade.
Segundo o coloproctologista do Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, Dr. Rafael Schlindwein, a prevenção é fundamental para aumentar as chances de cura. “Em muitos casos, o câncer de intestino se desenvolve sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a realização de exames preventivos é essencial, especialmente para pessoas com mais de 45 anos ou que possuem histórico familiar da doença”, explica o especialista.
Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, consumo frequente de alimentos ricos em gorduras saturadas, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, além de histórico familiar de câncer colorretal ou histórico pessoal de câncer de ovário, útero ou mama.
Alguns sinais de alerta também devem ser observados pela população. Perda de peso sem causa aparente, alterações no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, dores ou cólicas abdominais, náuseas, vômitos e sensação de intestino cheio mesmo após evacuar podem indicar a necessidade de avaliação médica.
O Dr. Rafael Schlindwein reforça que a detecção precoce pode mudar completamente o prognóstico da doença. “Quando diagnosticado nas fases iniciais, o câncer de intestino pode ter até 90% de chance de cura. Hoje contamos com exames simples e eficazes para rastreamento, que permitem identificar lesões precocemente e iniciar o tratamento no momento adequado”, destaca.
A campanha Março Azul reforça que a informação e o acompanhamento médico regular são aliados importantes na prevenção. Procurar orientação profissional e realizar exames de rotina são atitudes que podem salvar vidas.